terça-feira, 1 de março de 2016

Hentai

Antes que alguém me xingue esse texto não é recomendável para menores de dezoito anos. Então se você acha que vai ver imagens explicitas e tão fortes de sexo. Esta no lugar errado mão peluda. Sim vamos ter imagens pesadas. Mas nem tanto quando quer meu rapaz. Ou moça. Acima de tudo escrevo isso pois me pediram. Não por gostar meu camarada

Vamos deixar claro uma coisa aqui: eu não gosto de hentai. Se fosse para ver alguma coisa eu iria querer ver vídeos reais com atrizes (de preferência só atrizes) reais (hoje em dia tem até CG essa porra!). Só que como uma hora outra iriamos passar por isso... Bem, melhor tirar esse band-aid de uma vez sabe? Arrancar rapidão, para não fazer doer a pele. Diferente do meu outro blog, Middlejapan 0, eu vou tentar não usar imagens muito pesadas (kkkkk XP) nesse texto. Então se tu é um tarado por imagens barra pesada... Cola no outro blog.
Uma coisa que pensei ao escrever isso é, muita gente, no Brasil em especial, tem vergonha de falar nesses assuntos, é “indecente”. Todo mundo finge que não faz sexo, que os pais não trepam, que a irmã não dá, que o vizinho não se masturba, etc… Se você vive nesse mundinho de mentirinha, sugiro que não leia.
A pornografia japonesa, assim como as animações/mangás são conhecidas por exagerar certos fatos. Mas de forma bem mais inapropriada. Exemplo? O fato de adolescentes e até crianças estarem com vontades sexuais afloradas e seus desejos bem inerentes (bem, aqui no Brasil não é tão estranho ultimamente...), além de seus orgasmos de diferentes formas nas obras com esse conteúdo. Sem contar os gozos femininos que se parecem com o mijo masculino. Digo isso pois muitos deles atingem metros de distância de tão longos que são. Ou o sexo que pode demorar horas para atingir seu “clímax”, claramente sem nada de real.
A maioria das obras denominadas hentais misturam um ar de comédia para facilitar o entendimento. O que combina bem mais do que os filmes reais em que pessoas querem colocar “um ar de seriedade em uma foda”. Sendo que tudo na história é exagerado mesmo...
O Japão tem uma liberdade e uma restrição maior com questões sexuais em todos os sentidos. Estranho, mas já explicarei. Só recentemente, de 2010 em diante, que muitas animações americanas começaram a abordar conteúdo homossexual por exemplo. Casos claros são Adventure Time, Steven Universe e The Legend of Korra. Só que estão bem atrasados se formos comparar o tratamento que as garotas do CLAMP davam aos rapazes delicados (O triângulo Águia, Lantis e Hikaru em Magic Knight Rayearth), de lesbianismo (Tomoyo ama Sakura em Card Captor Sakura) e até de pessoas mais velhas com mais novas. Passando por outras animações como Sailor Moon (casal de mulheres e meninas que se transvestem de meninos) e Ghost in the Shell (a major Motoko é giletona!). Se quisermos ir para algo mais mainstream, em Dragon Ball, Bulma oferece mostrar a calcinha para quase sempre para quem pudesse lhe dar uma esfera do dragão (sugestivo...). Antes de tudo isso mostra, não que o japonês é um depravado. É quase isso, só que existia maior liberdade para falar de certos assuntos como o sexo nos primórdios dos animes e mangás. Tanto para sexo, como piadas e violência.
Está claro também que nossas culturas (ocidental e oriental) se diferenciam em relação ao que conhecemos como perversão. Lembrando que podemos deixar uma moça andando com roupas minúsculas andando pela capital, São Paulo desde que seja relativo ao Carnaval... Só que não tratamos da mesma forma se for uma moça usando lingerie ou algo parecido. Pior ainda, se não for uma moça bonita, onde todos vão ficar olhando para suas “celulites”. Diga-se de passagem, algumas coisas ficam tão comuns que aparecem facilmente em obras infanto-juvenis sem nenhuma censura.
Por fim e só para garantir, muitos desses fetiches são considerados perigosos, doenças e distúrbios psicológicos, muitos outros são ilegais e dependendo do tipo pode levar a prisão. Qualquer tipo de sexo contra a vontade de alguém ou com menores de idade é crime no Brasil, seja ele físico, filmado ou desenhado.
Lembrando também que nossa legislação e a legislação japonesa são diferentes, então nem tudo que é “oficial” e “legal” lá pode ser considerado legalmente por aqui. A possessão de arquivos em seu computador ou em mãos pode dar cadeia das brabas dependendo do lugar.
Alguns anos atrás, para evitar certos problemas, os fansubbers nacionais anunciaram que não distribuiriam mais animes hentai, mas isso gerou polêmica entre os otakus na internet. No final, as equipes mantiveram sua decisão para a evitar os pais zelosos e os problemas com a lei. Lembrando que os próprios fansubbers eram ilegais. O que já traria problemas com as distribuidoras japonesas originais com relação de direito aqui e no Japão.
Alguns fatos que devem saber:
-No Japão, animes hentai não estão totalmente separados dos demais gêneros nas lojas, podendo estar lado a lado com eles. São considerados material adulto, mas o que impede as crianças não é o fato de estarem longe dos olhos, pois não estão, mas os costumes e o conhecimento de que aquilo não é coisa para criança. Se bem que hoje em dia tem tanta coisa do assunto aqui na internet... Me refiro ao conteúdo bruto rapaz!
-Muita gente na indústria de anime fez hentai antes de conseguir fama com algum trabalho mainstream, e alguns até continuam depois disso! Prova disso são algumas obras como Futari H ou Sakura Diaries. Procure aí e vai ver.
-Do mesmo modo que os mangás e animes, tem como personagens principais jovens adolescentes e crianças o hentai também possui. Só que nesses casos, havia uma lei no Japão que proibia a exposição de pelos nos meios de comunicação, caracterizando os órgãos sexuais adultos. Para driblar essa lei os artistas fizeram personagens mais jovens. Apesar de já ter sido revogada essa lei, os artistas continuam com personagens jovens em suas obras.
-Também não há muito o que sirva para distinguir ele de qualquer outro gênero de animação.
-Hentai parece ser considerado menos tabu do que outros tipos de obra eróticas (sejam de literatura ou filme). E agora com coisas como a trilogia 50 Tons de Cinza, fazem muito mais sentido.
Em resumo, podemos imaginar que o hentai, quase sempre, é tratado como mais um dos gêneros de anime/mangá do Japão como shonen, seinen e shoujo.
Hentai, enquanto um tipo de pornografia, ofende a grande maioria dos gostos, pode conter cenas perturbadoras e não vai receber o mesmo espaço em publicações de anime/mangá. Mesmo assim eles fazem parte do universo das histórias em quadrinhos japonesas.
Para pornografia se adota a definição de Helen McCarthy em "The Erotic Anime Movie Guide".
mainstream: uma obra em que o sexo e erotismo não são fatores importantes apesar de poder aparecerem.
erótica: uma obra em que o sexo tem uma grande influência na história.
pornográfica: uma obra em que a história tem uma ligeira influência sobre o sexo.
O hentai vem deixando sua marca nos mercados graças a violência e sexo. No início da década de 90, Akira mantinha a mente de muitos abertos para animação (violência) e outra boa parte que mantinha o resto do mercado era o erótico.
Bem vamos agora falar dos diversos termos do hentai. Assim como o rock tem sub-gêneros para caralho, esse estilo de anime também tem. E cada um podendo ser mais ou menos bizarros. Só que não é algo somente voltado para o homem. Se acha que é, não se esqueça que no Brasil tínhamos revistas como a G Magazine. Ou seja, tem até homossexuais e mulheres heteros que amariam ler determinados hentais. Já já chego nisso.
Vamos lá, a primeira coisa que você precisa saber sobre hentai é que essa palavra não existe em japonês, ou seja, isso foi uma criação ocidental. Provavelmente algum rapaz inteligente estava estudando japonês e viu a palavra “hentai seiyoku” que significa “perversão sexual” e, a partir da lógica desse indivíduo, ele imaginou então que “hentai” é pornografia. Assim passou-se a usar o termo. Hoje em dia ele simboliza algo como pervertido, tarado ou assanhado.
Mas, se os japoneses não falam hentai, o que eles falam? Curiosamente são como nós, eles dizem “mangá para maior de idade” ou “mangá para adulto”, que equivale a “18-kin” (18+) e “seijin manga”, podendo ser usado o “eromanga/eroanime”. Tem também o “AV”, adult video. Lemon então é outra palavra americana, usado no mundo dos fanfics e, depois, nos “yaois”.
Em todo caso, essa pornografia japonesa é muito recente, os primeiros hentais como conhecemos hoje em dia foram produzidos por volta de 1980. No começo eram desenhos animados (OVAs) e algums filmes (AV), mas hoje em dia, além desses, é possível encontrar mangás, games (eroge), livros de ilustrações, doujinshis, miniaturas, dentre outros.
Ok, vamos “fingir” que hentai existe e defini-lo (olha que abstrato, definir uma palavra inventada que no fundo pode significar o que você quiser). No ocidente, hentai responde por qualquer coisa que possua sexo e venha do Japão! Basicamente foi um gênero criado para “alertar” o público ocidental de um “conteúdo” que não estamos tão acostumados a encarar.
O “ecchi” que vem também de “hentai” é a leitura da letra H em inglês (etching). Esse é sinônimo de “erótico” e “fazer sexo”. É muito comum os japoneses (em geral as meninas) usarem “ecchi” no lugar da palavra sexo. Para não precisar usar algo tão explicito. Tem um mangá que li onde isso aparece bastante, se chama HEN, do mesmo autor de Gantz, Hiroya Oku. Geralmente no ocidente se define os ecchi como mangá e animês cujas cenas sexuais são indiretas e leves, não mostrando as genitais ou o sexo abertamente. Embora esse sentido seja até possível em japonês, eles não usam a palavra dessa forma usualmente. Ecchi ou fan servisse aparece bastante em animes como Ranma ½, Dragon Ball, Yuyu Hakushô, entre outros, mas não são o principal atrativo neles e isso é ótimo, afinal animes/mangás não é só putaria. Diferente de outras obras como Highschool of Dead e Highschool DXD, em que a putaria é necessário.
Aí você fala: “mas nós também temos pornô”. Verdade, mas nosso pornô é geralmente “leve” se comparado ao japonês. O pornô japonês tem uma carga de fantasia muito pesada, muita gente chega a dizer que o Japão é o país dos fetiches.
Talvez alguém se pergunte o porquê. Bem, existem algumas teorias… Dizem que a cultura e o forte moralismo da sociedade japonesa reprimiram os desejos sexuais, causando o efeito reverso. Quanto mais se reprime, mais pervertido e cheios de segredos eles se tornam. Existem alguns exemplos que corroboram essa teoria, como a lei de 1956. Ela é conhecida especialmente pela parte onde se proíbe a prostituição e o “consumo” da mesma. Após isso, a indústria japonesa de sexo teve que “se virar”, procurando brechas. Daí nasceram ou se resgataram vários fetiches que não envolvem a penetração, como o bukkake e sumata (explicados abaixo).
Existem outras leis também, como a famosa que obriga a utilização de tarjas e semelhantes nos órgãos sexuais, mesmo na TV, livros, mídia de qualquer forma. Outra era contra pêlos pubianos, que eram proibidos de serem desenhados ou mostrados. Essa lei foi abolida, mas a “mania” continua viva. Acho que falo mais uma vez sobre isso no texto.
Por causa disso tudo há diversos tipos. Fora o ecchi, têm aqueles que definem o tipo de casal (hetero, homo etc.), os que são os fetiches quanto ao tipo de parceiro, ao tipo de sexo, ao tipo de “complemento” ou que são só fantasias (até impossíveis). No fundo, qualquer mangá que citar o sexo, direto ou indiretamente, é hentai.
É importante entender que “hentai” é um gênero temático, todo hentai possui seu próprio gênero demográfico (tipo seinen, josei, shoujo, shounen). Alguns são muito específicos, outros são encontrados em todo lugar, inclusive nas obras infanto-juvenis.
Começando com os tipos de casal. Tem os yaoi, boy’s love, gei comi, ero-mangá/anime, yuri, teen’s love, ladies’ comics. Já deu para ver que japonês adora criar palavra dizendo que é amor (love) de alguém.
Os heterossexuais: geralmente pornografia no Japão é feito para o público masculino, mulher é muito repreendida por ter “desejos” sexuais. Então geralmente, os “ero-mangá/anime” são feitos para os homens se “divertirem”.
Quando é feito para a mulher, começou-se a usar o termo “ladies’ comic“, que antes era usado somente como sinônimo de Josei. Li pouquíssimos hentais para mulheres, em um deles a história era da primeira vez do casal (para ambos) e os mostrava “fazendo amor”, ou seja, cada toque de carinho, amor e romance, mas extremamente detalhado e erótico (para não dizer pornográfico). Além disso se passam muitas páginas nas preliminares e o rapaz tem uma resistência louvável.
Existe também pornografia feita para adolescentes, no ocidente se chama de “smut shoujo” e “ecchi/fanservice” por lá é “teen’s love” (TL). Basicamente são todas aquelas séries de shoujo (ou josei jovem) com forte conteúdo sexual. Onde geralmente a moça é “estuprada” por um cara gostosão. Existe a versão shounen também, que adoooora calcinhas.
Aí passamos para os homossexuais, uma coisa importante de se entender é que não necessariamente esses tipos abaixo precisam ser hentai (no sentido sexual explícito). É muito fácil achar Yuri, por exemplo, que mostra apenas a relação romântica sem nem tocar ou passar próximo de desejo sexual.
Nas séries normais o fan service, service cut ou simplesmente service são termos, de definição de certo modo vaga, utilizados nas mídias visuais, particularmente por fãs de mangá e anime, referindo-se a elementos supérfulos à história principal, mas incluídos para divertir, entreter ou atrair a audiência. Muitas vezes incluem situações de forte conotação sexual ou erótica (ecchi).
Animes que contém "fan service" são aqueles que introduzem elementos, geralmente de conotação sexual, para atrair e agradar o público. Sabendo disso, o termo se explica: "a serviço do fã", ou seja, para diverti-lo. Exemplo: em "Love Hina", aparecem diversas cenas de nudez ou semi-nudez, o que agrada o fã do sexo masculino, como uma cena de banho ou na praia em que aparecem várias mulheres nuas ou de biquini.
O yuri ou girl’s love (GL): a palavra Yuri vem de “Yurizoku” que significa tribo do lírio, sendo Yuri um nome feminino comum. Este é um dos gêneros mais complicados, existe yuri para vários públicos e todos são chamados de yuri.
O yuri masculino é mais relacionado com o fetiche masculino de duas mulheres se tocando, chamado “girl-on-girl” em inglês. Esse tipo de yuri ocorre como seinen e shounen, sendo um dos “hentais” mais simples e famosos. Mas além disso, existe outro tipo de yuri totalmente diferente para o público adulto (geralmente masculino), para eles um relacionamento lésbico também representa a pureza e fragilidade de uma relação, onde o amor se torna quase divino, totalmente idealizado. Existem alguns estudos sobre isso, inclusive de brasileiros, é um assunto bem vasto se alguém quiser procurar mais.
Como se não bastasse, ainda existe o yuri feminino, voltado para as lésbicas e simpatizantes. Geralmente essas histórias trabalham mais em cima das dificuldades, da luta contra o machismo japonês e o preconceito, a questão do casamento, da independência financeira, etc. Existe também o pornô para lésbicas.
Em todo caso, tirando a versão pornô de yuri para homens, todos os outros tipos facilmente se misturam e às vezes é quase impossível de se perceber para quem aquilo é direcionado. O que não ocorre com o homossexualismo entre homens (leia-se por homossexualismo não só a opção sexual, como cultura e estilo anexado a esta), que ambos os tipos são muitíssimos diferentes e não agradam mutuamente.
Além desses, existem alguns outros termos, como: “shoujo-ai”, que caiu em desuso no oriente, mas no ocidente denota yuris mais light; “yuri-orange” que identifica os yuri realmente pornográficos.
Sobre o homossexualismo masculino: o boy’s love, men’s love e yaoi. Quanto a estes, existe o “conhecimento” ocidental e o japonês, já que estou explicando cultura JAPONESA, vou tentar ser o mais fiel ao original.
Primeiro os gei comi, men’s love (ML) ou, no ocidente, bara. São os quadrinhos feitos para o público gay com pornografia gay. É muito diferente dos feitos para o público feminino, menos idealizado. Diferenciam-se dos femininos por ter coisas como pelos (para todo lado), suor em litros, personagens não-afeminados, músculos, tiozões e relacionamentos mais adultos. Confesso que sou muito familiarizado com esse aqui. Graças a algo que não assisti (por sorte), Boku no Pico.
Aí vem o boy’s Love, que nasceu nas revistas femininas e com o tempo ganhou publicações exclusivas para o assunto. É o gênero shoujo/josei de idealização masculina. Supõe-se que sua fama é consequência do machismo japonês e o patriarquismo, onde as mulheres são tratadas de forma inferior aos homens, sendo submissas. Dessa forma, uma relação entre dois homens não sofreria isso, sendo um relacionamento igualitário.
Por causa disso, o par gay sempre respeita um padrão de perfeição feminina, logo um fetiche/fantasia feminina. O mais alto, forte e sério representa sempre o ativo, chamado de seme. O mais baixo, fraco, delicado e frágil representa o passivo, chamado de uke. Geralmente o uke é submisso e mais medroso, o seme é mais violento e agressivo. O uke seria uma metáfora de uma mulher japonesa, mas em posição igualitária. Por ser um shoujo/josei, muitos gêneros e manias destes ocorrem nos BL, como os “estupros”, os tipos de romance, os finais felizes, os príncipes encantados, os ideais e sonhos femininos. Existem versões um pouco diferentes, mas o Uke-Seme é o mais comum e admirado.
No começo, foi chamado de “shounen-ai”, amor entre garotos, mas acabou caindo em desuso, embora no ocidente ainda se use como sinônimo de um BL mais light.
Já o yaoi é sinônimo de homossexualidade, sendo usado no dia-a-dia como a palavra “gay” pelos “otakus”. Na verdade, inicialmente se tratava de doujinshis, yaoi é o acrônimo da frase “yama nashi, ochi nashi, imi nashi”, que significa “sem clímax, sem resolução, sem significado”. Como a maioria tinha teor homossexual, acabou ganhando esse sentido de gay. Inclusive ganhou um “novo” acrônimo “yamete, oshiri ga itai”, que significa literalmente “pare, minha bunda dói”.
A diferença principal entre BL e yaoi é o ideal feminino. Nos yaois, geralmente se usam personagens pré-existentes. Por exemplo, um yaoi do Raito (light) com o L de Death Note, se você analisar os dois, as características de um seme e um uke não estão presentes, ou seja, não segue a lógica dos boy’s love. O Yaoi é um “desejo” diferente, é o desejo de ver certos personagens se pegarem. Embora isso não seja uma regra certinha.
Existem também outros subgêneros mais famosos ou bizarros envolvendo fetiches. Vou citar alguns mais “diferentes” ou comuns. (Caso queira ver imagens, pesquise no Google, esse é um site de família =P)
Bukkake, é um tipo de orgia onde uma mulher (ou mais) é observada por vários homens que se masturbam e ejaculam na cara/corpo dela. A mulher pode estar sendo estuprada, sendo tocada por um homem ou por uma mulher, qualquer coisa que leve os que estão assistindo ficarem excitados. É uma das cenas favoritas dos japinhas. Nasceu por causa de leis japonesas e se tornou um estilo apreciado mundialmente, existem vários bukkakes europeus, por exemplo.
Bakunyuu, que é caracterizado por personagens com seios realmente imensos. Acho que não preciso listar as utilidades de um par desses. Já li em alguns artigos que a tara japonesa por peito é devido ao fenótipo japonês predominante, onde as mulheres têm peitos pequenos (se comparados a outros). Inclusive as roupas japonesas apertam os peitos em vez de destacá-los.
Supõe-se que com a vinda das europeias, os japoneses se depararam com uma cultura diferente que destaca o peito da mulher. Os espartilhos, por exemplo, afinam o corpo e comprimem os peitos moldando-os e fazendo-os parecerem maiores, fora o fato de que em alguns povos europeus as mulheres têm peitos bem avantajados. Sendo assim, acredita-se que com isso a busca por peitos gigantescos e imensos se enraizou na cultura japonesa. Mas existem outras teorias. Se bem que hoje em dia... Isso não é mais problema na cultura oriental! Viva as cirurgias para os japas!
Panchira, literalmente calcinha, diz respeito ao fetiche japonês por calcinhas. Chegam a existir máquinas de vender calcinhas usadas (!) e um verdadeiro comércio em cima disso. Eles realmente gostam de cheirar calcinhas… Em mangá e animês pode se referir ao fanservice onde os ângulos mostram as calcinhas das personagens. Existe uma subcultura que envolve se esfregar e cheirar uma calcinha secretamente ou que foi roubada. A possibilidade de ser pego no ato aumenta a emoção da coisa.
Uniformes. Os japoneses tem um especial fetiche por eles, especialmente de enfermeira, doutoras, escolares e de educação física. Às vezes, são adultos vestidos, um “role play” ou “cosplay”, mas constantemente envolve observar, perseguir ou dar uma de “stalker” em cima de alguém. Em alguns momentos chega a haver venda ou roubo de itens que pertencem a pessoa com algum tipo de resíduo. Como algo com saliva, urina, suor, entre outros. Fetiche por roupa-de-chuva, não exatamente aquela amarelinha, mas uma “moda” que visualmente se assemelha às roupas de couro ou aquelas, transparentes. Aparentemente esse fetiche tem aumentado no Japão. O fato de estarem molhadas e pingando aumenta a sedução. Segundo eles claros. Ah lembrando que no Japão existem os maids (empregadas) café, onde vê moças usando roupas de empregadas inspiradas no período vitoriano. Sinistro.
Cabelo, japonês ADORA cabelo, o fetiche com eles vai desde os penteados insanos, até a moda e desejo por tipos específicos. Também existe a subcultura, onde alguns homens sentem tesão ao ver cabelos sendo cortados. Sinistro nível master.
O corar é outro fetiche muito comum, uma moça envergonhada que abaixe a cabeça corada é um “turn on” imenso para os japoneses. Se você analisar, isso aparece em toda obra japonesa, em todo fanservice, mas na nossa realidade é uma “ação” mais difícil de acontecer. Somos um povo mais ousado e ativo, se alguém fala alguma pornografia para uma moça ela não abaixara cabeça e morre de vergonha, ela ignora, olha feio, manda ir se foder ou dá aquela risadinha.
Balão, pois é, ultimamente tem havido muitos hentais e vídeos focados em balão. Aparentemente, agarrá-los, esfregá-los e forçá-los até explodir é estimulante. Em especial quando é alguma área sexual como bunda e seios (mulheres) ou pênis (homens).
Koonago, fetiche por mulheres baixas, pequenas e com jeitinho de criança. Não me pergunte por que, mas eles adoram uma baixinha fofinha. E especialmente adoram casais opostos, ou seja, essa baixinha com um homem alto e robusto (ou mulher se for um yuri). Isso funciona para o Boy’s Love tambem, onde o uke tem as mesmas características.
Omorashi, trata-se de outro fetiche tipicamente japonês, é a cena de uma garota que acaba urinando com calcinha e tudo por estar muito apertada. A princípio, a “diversão” está no rosto da moça, a mistura de vergonha mais o prazer do alívio. Vale a pena entender que na mulher a bexiga fica muito próxima do canal vaginal, com a diminuição da bexiga, a pressão sobre esse órgão diminui e gera um sentimento de prazer (com direito a gemidos dependendo da sensibilidade da moça). Inclusive existem perversões sexuais femininas envolvendo isso.
Possui algumas subculturas. O yagai, por exemplo, envolve o omorashi que ocorre em público, fora de um quarto ou de um lugar privado. Existe também o que envolve fraldas. O omorashi é tão “comum” que já chegou a aparecer na TV japonesa, naqueles shows de desafios.
Gokkun, típico fetiche japonês onde a mulher ingere o sêmen de um ou mais homens, direto ou indiretamente. Basicamente os japinhas curtem ver a mulher engolir. O nome vem da onomatopeia de se engolir algo, próximo ao nosso “glup”.
Wakamezake, esse é bem curioso, pois trata-se de uma mulher que, sentada a maneira oriental, deixa escorrer álcool (sake) em seu corpo, formando uma “pocinha” entre as coxas, na área genital. O parceiro/a então pode se deleitar com esse curioso drink, às vezes usando um canudinho. É especialmente apreciado quando os pelos pubianos boiam no sake, inclusive o nome deriva disso (da aparência da alga). Existe a alternativa em que a mulher está deitada com as coxas juntas.
Sumata, é um tipo de sexo que não envolve a penetração, a mulher esfrega o pênis nas mãos, coxas e a parte externa do órgão femino (os lábios). Nasceu por causa de leis japonesas que proibiam a penetração por dinheiro. Curiosamente, virou um estilo até comum, às vezes como forma de provocação e sedução.
3P, não é exclusivo japonês, mas eles são adeptos. 3P significa “tripla penetração” num mesmo orifício. Geralmente a vagina, mas em caso de yaoi pode ser o ânus também.
Tamakeri, mais um curioso, esse é um fetiche de ambos os sexos, é o ato de se esmurrar, chutar, estapear etc. os testículos (e, sim, eles gostam nesse caso). Geralmente isso é algo que se restringe a fantasia apenas (imagino que os leitores masculinos consigam imaginar o porquê).
Nyotaimori, fetiche que envolve comida, é definido por sushis, sashimis e semelhantes servidos numa mulher nua. Existe algumas versões com flores e geralmente os sushis e sashimis tem posições fixas e corretas de estar. A versão masculina se chama Nantaimori. A ideia de ter uma mulher-bandeja os agrada, é comum haver treinos para que a mulher fique paradinha por horas, muito comum que as gueixas o façam. E não, ninguém come a bandeja… É até proibido tocá-la, falar com ela ou fazer qualquer coisa indecente.
Ero guro ou guro, do inglês Erotic Grotesque (Grotesco erótico, e que vamos tratar melhor mais na frente), nasceu como um movimento, mas se tornou também o estilo. O guro explora a corrupção e decadência sexual, são relações com masoquismo, sadismo e outras formas violentas de sexo. É comum a mistura com a tortura e o assassinato.
Só um adendo sobre Gore, muita gente acha que é a mesma coisa que guro, mas não é. Gore indica temas envolvendo sangue, horror e tripas, sem envolvimento sexual obrigatório.
Violência Sexual, geralmente parte do guro, é relativo às formas sexuais que envolvem não só tortura como assassinato. Neste caso, a dor, a humilhação e a desgraça da vítima são considerados excitantes, muitas vezes nem há a consumação do sexo. As torturas envolvem decepar, rasgar, arrancar, desfigurar etc, é realmente pesado e visceral. Existem alguns autores especializados nisso, um deles é o autor de Blade, Hiroaki Samura, às vezes em forma de mangá, às vezes em ilustrações.
Shokushu goukan (tentáculos + estupro) ou Shokushuzeme [tentáculos + seme (atacar/ativo)], sexo envolvendo tentáculos, sejam eles de animais, plantas, aliens ou similares. Às vezes, se confunde com o bondage. A diferença é que o que “amarra” está “vivo” e estupra a vítima. Esse gênero foi resgatado pelo ero-guro, embora já existisse anteriormente. A “magia” desse estilo está na mistura do bizarro, com o bondage e a tortura sexual, às vezes também com kemono. E ao que parece, é bem mais antigo que os anime/mangás esse fetiche.
Futanari, relação sexual com hermafrodita, homens com vagina ou/e mulheres com pênis. Embora seja raro nas revistas, é a coisa mais fácil de se achar em doujinshi. O mais comum é a mulher que possui um pênis que é descoberto pela sua amiguinha que decide tirar proveito disso. Se por algum lado se assemelha ao yuri ou yaoi, por outro lado é simplesmente um pornô “shemale”. Como doujinshi, as personagens protagonistas são geralmente as moças de personalidade forte e líderes. Através de uma interpretação mais profunda, especula-se que colocar o órgão masculino nela é uma forma de “justificar” a personalidade dominante da moça e ao mesmo tempo humilhá-la (já que ela é na verdade uma aberração). Visto dessa forma, o futanari é uma resposta machista.
Kemono ou yiff, relações sexuais envolvendo zoofilia. Aí vem um quilo de fetiches. Comece imaginando a quantidade de história de “meio-youkais” que você já viu em animê/mangá. Alguns tem forma humanas, mas nem todos. Na verdade eles curtem um humano-animal, um rabinho, orelinhas, garrinhas…
A Zoofilia atual geralmente usa cavalos (ou ungulados similares, tipo burro, camelo, cabra, bode) e cachorros. Mas no Japão geralmente exaltam o mais bizarro, inclusive com “monstros” que estupram as mulheres.
Vale a pena entender que isso não é exclusividade japonesa, a Grécia antiga tem lendas mil envolvendo sexo com patos, cabras, cachorros, bois, inclusive coisas como estuprada por uma NUVEM (tá bem que não é mais zoofilia… Mas é estranho!!!)! Todas essas formas de “estupro” (que é o que as “vítimas” alegam quando são “pegas” no ato) são justificadas dizendo que o animal na verdade é um youkai, ser místico, alien, espírito ou Deus. O exemplo da Grécia, na verdade era Zeus que escolhia formas diferentes (aham, ponho fé…). A Europa toda, na verdade, tem sérios casos e lendas de tudo quanto é tipo de zoofilia, como com focas e javalis; algumas geraram lendas muito famosas.
Além desses, existem algumas formas de masturbação com animais também, principalmente cães e seres semelhantes. Dizem que moças e velhinhas para se divertir lambuzam a vagina com coisas doces, como mel, e deixam seus animaizinhos se servirem.
Incesto, o fetiche do incesto existe no mundo todo, mas é bem famoso no Japão. Geralmente é entre um irmão mais velho e uma irmã mais nova, às vezes são irmãos de sangue, outras vezes é um casamento recente que une dois filhos de lados diferentes. O incesto está tão irraigado na cultura, que mesmo fora de hentais ele está muito presente.

Goukan (estupro), se é que pode chamar isso só de estupro, é algo muito presente na cultura japonesa. No shoujo, por exemplo, o gostosão força a barra com a menina que ele gosta e mesmo que ela peça, implore, resista e sofra no processo, ela se “apaixona” por ele. Ou seja, a própria cultura japonesa prega a submissão não só social, mas aos desejos do rapaz, a típica mulher de malandro.
Tortura, na verdade já presente em tudo quanto é gênero. A maiorias das “torturas” sexuais japonesas envolvem a humilhação feminina. É bem mais difícil encontrar uma mulher altiva que torture seus amantes. Por exemplo, ainda não me deparei como uma dominatrix em mangá, embora já tenha visto coisas onde uma mulher insana (mentalmente insana) batia no amante.
Existem também os que envolvem pedofilia, são eles lolicon, shotacon e toddlercon. Lolicon vem da palavra “Lolita complex” que é o nome japonês para pessoas que sentem desejo sexual por garotas pré-púrberes (ou seja de 4 a 9-12 anos). Já Shotacon (shota) vem de “Shoutaro complex”, dessa vez por garotos. E por último o Toddlercon que indica o desejo por bebês e crianças com menos de 4 anos, nessa idade menino ou menina é quase igual em todos os sentidos, inclusive a personalidade e cultura (ou falta de). Ok nível sinistro pulando a estratosfera mas são reais!
Esses três temas aparecem bastante na literatura japonesa, principalmente entre os seinens e os josei. É muito comum também que esses temas sejam misturados com o homossexualismo, um dos mais famosos sem dúvida é o Shotacon Yaoi, onde um homem tem relações sexuais com um menino. Por mais imoral que pareça, existem algumas revistas só voltadas para esse tema.
Ao contrário da palavra pedofilia (onde o pedófilo tem que ser um maior de idade), os algo-cons podem ser entre duas crianças. Normalmente uma é mais espertinha e decide brincar de mamãe e papai.
Prostitutas, não é bem um fetiche, mas tá incluso. O Japão tem vários tipos de prostitutas, damas de companhia e similares, que vendem o corpo, os serviços e a companhia. Existe prostituição de esquina, gueixas, vários tipos de “call girls” e casas noturnas com dançarinas e outras. Tem aquele sistema de vitrine, onde o cliente paga para ver a moça em posições sensuais, existem aqueles que pagam pela companhia de menores de idade, os host e hostess club. Tudo isso é muito fácil de encontrar no Japão, em alguns bairros é uma verdadeira avenida de casas e clubes noturnos um atrás do outro, cada um com sua especialização. Tem gringo que chega a ir ao Japão especialmente para se divertirem nesses locais.
Além desses, existem todo tipo de fetiche possível, como por fezes, travestis, aliens, vampiros e tudo o mais que você puder imaginar. Também existe todo tipo de sexo, como oral, anal etc, mas existe uma enorme variedade que não envolve penetração vaginal (devido a lei japonesa de 1956).
Agora vamos tratar de algo mais pesado nesse mundo. Sim tem coisas mais pesadas meu amigo.
Começando pelo ero guro (sim mais uma vez). Em sua imensa maioria de obras tratando sobre o alvo e vítima é quase sempre uma mulher, embora exista versões alternativas. O atacante por sua vez pode ser um homem, uma mulher ou até uma inteligência artificial ou um grupo de criaturas (de qualquer forma, raça ou sexo). Esses estilos são basicamente físicos, mas todos têm sua parcela de questões psicológicas. Em geral são casos de sadismo, mas não masoquismo, já que são vítimas. Embora exista versões masoquistas e até pessoas que fantasiam em serem mortas ou comidas vivas. O atacante sádico geralmente sofre de algumas doenças, entre elas a incapacidade de reconhecer outro ser humano como seu semelhante, patologia essa mais comum do que você imagina, e a falta de moral. Nesse estilo podemos nos lembrar de 50 Tons de Cinza. Mas BEEEEM pior meu amigo. E mais sensual.
Temos a tortura com shibari. Essa tortura usa os laços e técnicas, para imobilizar a vítima e infligir dor ao colocá-la em posições desconfortáveis e desumanas. Além do quesito dor, existe o fator humilhação, às vezes, pública.
Outra coisa similar que aparece é a crucificação, tem mais ou menos a mesma ideia de humilhação pública, mas é usado a base em cruz característica com cordas ou pregos. Imagina isso aqui no Brasil. A bancada evangélica do senado piraria nisso...
Algo muito comum também é a “escravização“, humilhar sua vítima exigindo dela coisas obscenas ou desumanas, como limpar o chão com a língua, favores sexuais, dentre outros. Basicamente tratar a pessoa como um animal que deve seguir ordens, um escravo. Muito geralmente são tratados mesmo como animais, sendo forçados a dormir numa caixa, a terem coleiras, números de série etc. Um exemplo disso está em HunterxHunter, quando formigas maltratavam dois humanos, tratando-os como cães. O desespero da morte e da dor obriga a pessoa a obedecer e beirar a insanidade. E agora pode ver como o mainstream não esta muito longe do real. Podemos também colocar outra coisa, em uma obra de Yoshihiro Togashi, Yuyu Hakushô. Sensui se torna um inimigo da humanidade quando descobre um vídeo contendo todos os piores momentos da humanidade abusando de todas as formas youkais. Pra você ver.
O espancamento é uma tortura que visa infligir bastante dor por um bom tempo, já que a vítima demora para morrer. Comum o uso de shibari para imobilizar a vítima. De forma mais leve, o espancamento aparece bastante em cenas escolares, onde alguém é maltratado fisicamente.
A ideia de manter a vítima viva o maior tempo possível é muito forte e decisiva na escolha do tipo de tortura, evita-se os ferimentos internos e se exalta a tortura a pele. Em casos de mutilação, cortes etc. usa-se conhecimentos médicos para não atingir nenhum ponto vital e assim estender o tempo da vítima.
Em especial os japoneses gostam da situação de arrancar ou rasgar pedaços da vítima de diversas formas, de preferência do jeito mais doloroso possível. Nas mulheres costuma-se focar nos seios. Estão entre as preferências japonesas o sufocamento, apedrejamento, esfolamento, etc. Bem, quem assistiu A Lenda do Demônio entende sobre essa questão de desmembramento.
As torturas sexuais envolvem geralmente “brinquedinhos”, é muito raro que o sádico ou atacante se envolva carnalmente com a vítima. Ele sempre se coloca numa situação de superioridade que jamais se inferiorizaria para se envolver com o “animal”. Esses brinquedinhos são todos muito criativos, às vezes muito complexos e elaborados, outras vezes se usa uma terceira pessoa. A ideia de assistir um estupro é muito apreciada também. É algo como um voyeur.
Outra forma de tortura que envolve utensílios é o de se penetrar o indivíduo com algo de cabo a rabo. Às vezes correntes e cordas, outras vezes madeira e aço, sendo comumente chamado de impalamento no segundo caso. O que faz sentido para quem conhece a história de Drácula. Também é muito conhecido o uso de lâminas, agulhas, tubos, pregos, corda, fios, pedras etc.
Existe uma exceção à regra geral, que são as execuções desumanas. Nesse a vítima morre rápido, mas com imensa dor. O uso de lâmina como espadas e machados é bem comum. Também é comum serem jogadas para animais famintos, sendo comidas vivas.
O sexo com partes “não usuais” do corpo é um outro estilo de violência e masoquismo, onde se penetra o ânus ou vagina com o pé, o punho e até a cabeça.
O kemono também aparece muito, não só no sentido zoofilo, como o uso de animais para o estupro. Insetos, vermes e seres menores são os preferidos, se insere tais dentro do corpo da vítima, infligindo dor internamente, às vezes até comido vivo.
Existe também uma tendência em tratar o corpo da vítima como se fosse uma escultura ou boneca, às vezes reorganizando partes do corpo (oi, MPD Psycho), às vezes apenas mutilando ou misturando outros objetos a composição. Uma forma artística usando cadáveres. A “arte” pode ser feita com o corpo morto ou ser iniciado com a pessoa viva (já que enquanto viva o corpo se mantém flexível). Existem verdadeiras artes médicas de como se fazer isso mantendo o ser vivo. Achou bizarro? Bem, eu já assisti A Centopeia Humana e isso já me fez não querer enquanto assistia um filme.
Outra tortura “curiosa” é a que envolvem a água, usando algum aparelho, forçando uma vítima a beber dezenas de litros de água, impedindo e selando qualquer forma de saída. A vítima infla e fatalmente explode alguma hora como um balão. Alguns gostam de facilitar a explosão com tiros, esfaqueamento etc. A água pode ser inserida pela boca ou pelas saídas, existindo um subtipo especial para os homens, geralmente gays.
A tortura usando os parentes e filhos é comum, a tortura psicológica. Se obriga os filhos ou amados a verem a tortura e morte das vítimas, ou vice-versa. Existe o desejo por grávidas também, onde lhe torturam e tiram o feto, causando excruciante dor física e psicológica. Sim, japoneses são bizarros. Tem gente que consume essas coisas.
O “scat“, chamado no brasil de chuva dourada e banho marrom, aparece comumente, mas como forma de humilhação. Entretanto isso existe em outros gêneros, onde a pessoa sente tesão por urina e fezes, ao ponto de comer/beber por vontade própria.
Embora atualmente isso tudo sejam fantasias, no passado não eram incomuns casos desses, inclusive casos similares em outros lugares do mundo, como Europa. Ainda hoje existe registros recentes de assassinos em série que utilizam/aram tais técnicas no mundo.
Reiterando que tudo isso é barra pesada. Ou seja, se tu curtiu isso... Passa no psiquiatra... Sério. Eu mesmo pesquisei e estou quase tomando uns remédios tarjas pretas. Agora, falando sério, só coloquei isso aqui pois tem a ver com essa linha de entretenimento favorável.
Snuff não é um gênero, eram filmes que a sociedade acreditava que não se tratava de atuações, mas realmente assassinatos e estupros de atores e pessoas gravadas. Nunca houve notícia de nenhum snuff de verdade. É uma lenda urbana americana. Por derivação começou-se a chamar filmes em que os personagens morriam torturados no final de snuff, embora não o sejam. É impossível haver snuff em hentai pelo simples fato de ser desenhos, mas é possível ter o tema na obra.

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